canção esquisita

Posted in brasileiras, crianças, poemas, turista aprendiz on janeiro 23rd, 2012 by adriana arakake – be the first to comment

A cozinheira holandesa, 1650, Gerrit Dou

a cozinheira se agita

em volta do fogão

e entoa uma esquisita

e cômica canção:

“o que eu vou cozinhar?

como é que eu vou me arranjar

neste triste estado,

com tudo quebrado?

peneira e tigela,

caneca e panela,

travessa e pilão,

pau de macarrão?

e o que eu quero comprar,

não sei como pagar:

azeite e farinha,

açúcar, toucinho,

pimenta, agrião

batatas e pão,

e o queijo, tão raro,

tudo hoje tão caro!

e nem vejo a cor do ordenado…

hoje eu fujo – e está tudo acabado!”

do livro: Um Caldeirão de poemas, Tatiana Belinky

Ode al Tomate

Posted in estrangeiras, mordidas sonoras, poemas, turista aprendiz on setembro 28th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

Pablo Neruda por Jorge Drexler

lenda do guaraná

Posted in brasileiras, frutas, lendas, turista aprendiz on setembro 27th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment


Na tribo Maués vivia um casal de índios que muitos anos desejavam um filho, mas nunca conseguiam.

Pediram então a Tupã,  que mandasse uma criança para completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, atendeu ao desejo trazendo a eles um lindo menino, que cresceu bonito, generoso e bom.

No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, decidiu então ceifar aquela vida em flor. Um dia enquanto o menino coletava frutos na floresta, Jurupari aproveitou para lançar sua vingança, transformou -se em uma serpente venenosa e mordeu o menino matando-o instantaneamente.

A triste notícia espalhou-se rapidamente. Trovões ecoaram na floresta e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios obedeceram ao pedido da mãe e naquele lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, como se fossem os olhos do menino índio.

http://www.areaindigena.hpg.ig.com.br/lendas.htm

morangos…

Posted in frutas, turista aprendiz on junho 21st, 2011 by adriana arakake – be the first to comment
http://www.foodportfolio.com

o sal e a água conto tradicional portugues

Posted in estrangeiras, lendas, turista aprendiz on junho 17th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu: – Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol. Respondeu a do meio: – Gosto mais de meu pai do que de mim mesma. A mais moça respondeu: – Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal. O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira. Um dia veio à mesa um pastel muito bem feito, e o rei ao parti-lo achou dentro um anel muito pequeno, e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira, e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza. Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei seu pai e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não botou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, porque é que o rei não comia? Respondeu ele, não sabendo que assistia ao casamento da filha: – É porque a comida não tem sal. O pai do noivo fingiu-se raivoso, e mandou que a cozinheira viesse ali dizer porque é que não tinha botado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.

canção das ameixas

Posted in frutas, livros, poemas on abril 23rd, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

Foi quando amadureceram

As ameixas – veio então

À aldeia, de carroça,

Um garbozo rapagão.

Nós colhíamos ameixas,

E na grama ele deitou,

Barba loura, e espichado

Coisa e outra ele observou.

As ameixas já cozidas,

Lá conosco ele brincou,

E sorrindo, nas vasilhas,

O seu dedo ele enfiou.

A geleia de ameixas

Nós comiamos. E então,

Foi-se embora. Mas lebramos

Sempre o belo rapagão.

poema de Brecht, adaptado por Tatiana Belinky

do livro: Um caldeirão de Poemas, Tatiana Belinky, Companhia das Letrinhas

Quem vem para o jantar? Olindo Estevam

Posted in Quem vem para o jantar? on abril 15th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

Convidados muito especiais escrevem suas histórias de comida, infância, refeições…

Convidado especial de hoje:

Olindo Estevam

A horta orgânica da minha Nona e a bosta de vaca

Outro dia numa conversa entre amigos sobre alimentos orgânicos lembrei da horta da minha Nona.  ( Nona é a mãe do meu pai)

Morávamos no sopé de um morro chamado Taimbé no Sul de Santa Catarina.  Éramos em  onze em casa. Nossa casa  de madeira era rodeada por árvores fruteiras, hortas, chiqueiros, galinheiros, estrebarias, galpões, chocadeiras e outras coisas mais que se necessita em uma morada de roça.

Há menos de cem metros, fazendo parte do mesmo terreiro, morava a minha Nona. Uma senhora filha de italianos calabreses, desbravadores das terras sulinas. Meu Nono faleceu quando eu era muito pequeno. Minha tias migraram para a cidade e minha Nona ficou sozinha na antiga casa de madeira, que até hoje está firme e forte.

Aliás, minha Nona não ficou sozinha na casa, pois meu irmão mais velho morava com ela. A outras companhias, que eu me lembro, vou listar as principais: Duas vaquinhas leiteiras ( a Estrela e a Chita), Um ou dois porquinhos no chiqueiro,  Umas setenta galinhas, grandes safras de ovos; uns três galos, dois cachorros vira-latas ( Brasino e Tica), Duas gatas pardas ( caçadeiras de ratos), umas oito galinhas da Angola, as quais chamávamos de Angolistas; um pato e uma pata entre  outros.

Tudo no sítio tinha um sentido de existir. Uma cadeia produtiva muito rica. Quase autosuficiente. E os elementos que complementavam todo esse cenário eram as roças mais diversas, os pomares e a HORTA.

A horta de minha Nona era de uma grande beleza, não só pela variedade de hortaliças com pela viçosidade destas plantas.  Era lindo de se ver todas aquelas plantas tão lindas.

A horta da minha Nona era a mais orgânica de todas as orgânicas. Ela estava totalmente ligada ao galinheiro e ao potreiro.

A preparação de um novo plantio começava com a capina de um espaço para novas hortaliças e o fermento essencial de uma boa horta. A bosta de vaca.

Minha Nona chamava meu irmão mais velho e este chamava mais uns dois. Pegávamos a carriola (carrinho-de-mão) e saíamos pelo potreiro (terreno gramado  onde pastam os bois e as vacas) a procuram  aquelas belezas de poias, como chamávamos.

É muito rápido, simples e direto. Tem vaca que faz um quilo de uma vez só. Aquilo quando ta sequinho, é uma maravilha.

Divertidíssimo catar bosta de vaca pelo potreiro. As boas são aquelas bem sequinhas. Bosta e meia se armada a famosa “guerra de bosta de vaca” e depois de algum tempo a carriola estava cheia. Estamos falando de adubo bom. A contribuição da bicharada em prol da horta da Nona.

Despejamos no canto da horta e com o olho da enxada íamos quebrando e desmanchando , desmanchando, até virar  uma terra  preta. Espalha-se pelos canteiros. Rega-se um pouco para misturar os nutrientes na terra e está pronto para plantar.

De uma maneira ou de outra, todos contribuíam para a horta da minha Nona ser tão especial.

Olindo Estevam é Videomaker e Educador do Instituto Criar de Tv e Cinema. Formado em Geografia  pela USP. Filho de lavradores, morou e trabalhou na roça até os 21 anos no Sul de Santa Catarina.

bloody mary

Posted in estrangeiras, lendas, poemas on abril 12th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

 

A CARNE SANGRA NA NOITE ESCURA.

LEITE DERRAMADO, ESCORRE TUDORS

TOMATES E ESPECIARIAS DO NOVO MUNDO

BLOODY MARY, BLOODY

 

Ingredientes:
receita do site: http://www.drinkslog.com/ 

- 45 ml de Vodka
- 90 ml de Suco Concentrado de Tomate
- 15 ml de Suco de Limão Taiti
- Molho Inglês
- Pimenta do Reino
- Sal
- Tabasco
- Gelo

Modo de Preparo:

Pode ser feito utilizando coqueteleira ou montado no copo diretamente.
- Em um copo do tipo Highball coloque o gelo, a vodka, o suco de limão e de tomate.
- Mexa bem e tempere a mistura com o molho inglês, sal, pimenta do reino e o tabasco à gosto.
- Coloque um talo de salmão como decoração se desejar

Dicas:
Os ingredientes sal, pimenta, molho inglês e tabasco não devem ser colocado excessivamente pois podem danificar o sabor do drink. O ideal é uma pitada de sal e uma de pimenta, seis gotas de molho inglês e três gotas de tabasco.

carreto

Posted in brasileiras, crianças, filmes, frutas on março 30th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

A balada do menino que cata caju, mas acaba colhendo uma doce amizade.

De Marília Hughes e Cláudio Marques

assista na íntegra acessando o site:

http://portacurtas.org.br

Quem vem para o jantar? Luis Bueno

Posted in Quem vem para o jantar? on março 25th, 2011 by adriana arakake – be the first to comment

Convidados muito especiais escrevem suas histórias de comida, infância, refeições…

Convidado especial de hoje:

Luiz Bueno

Sempre fui um cara enjoado quando o assunto é almoço ou jantar, mas principalmente durante toda infância e boa parte da adolescência e claro que isso causou um monte lá em casa na Vila Mariana.

Mamãe Helena, filha de pais italianos gostava de preparar nossa alimentação cotidiana bastante simples, mas sempre com saladas, arroz, feijão e uma mistura e, para mim, arroz, bife bem passado com o molhinho sobre o arroz e queijo frito, bem torradinho…. sim isto e somente isto, ou melhor, poderia eventualmente trocar o queijo pelas batatas fritas. Mamãe quase ia a loucura quando tentava algo diferente. Frango passei a comer, a coxa, somente na adolescência.

Certa vez me lembro bem, tinha lá uma sopa de feijão, que detestava, mas somente poderia se levantar da mesa quem terminasse a sopa, pois eu ficava lá sentado por quase 3 horas diante do prato congelado…

E finalmente chegava o domingo! Dia de massa!!

Meus pais saiam cedo no sábado para buscar a massa no Bráz, bem como, o lombinho para o restante da família. E mamãe adorava prepara o “meu prato preferido”; regatone gratinado (..rs), sempre o queijo presente, mas se tratava de um prato simples sendo que o molho de tomate era feito em casa pela mama. Este prato durante muitos anos esteve presente em quase todos as ceias de Natal ou qualquer dia especial tal qual aniversários, fim de ano…

O regatone era colocado em uma travessa pirex retangular em três camadas, sendo sempre intercaladas pelo suculento molho (não podia haver pedaços de tomate senão…) e fartas fatias de queijo muzzarela Pollenghi.

Sinceramente, eu amava este prato e mais ainda quando a sobremesa era o pavê de chocolate com as bolachas champagne, creme de leite e chocolate Nestlé em barras, derretido…

Que maravilha poder neste exato instante, recordar toda aquela época que veio através da memória palatar e sentir o cheiro dos domingos na Vila Mariana

Luiz Bueno é músico, instrumentista, arranjador. Formou em 1977 o Duofel, com o parceiro Fernando Mello.

http://www.duofel.com/